Category: Writing

“La Costurera” released in Spain / “La Costurera” lançado na Espanha

By pigwhisperer, February 12, 2010

Suma de Letras has released “La Costurera” in Spain. I’m very excited to see the book translated into Spanish, and love Suma’s cover artwork. For all of you Spanish speakers, I’ve included Suma’s book summary below. Felicidades!

A editora espanhola Suma de Letras lancou “La Costurera” na Espanha. Estou super feliz para ver o livro traduzido para o espanhol, e adorei a nova capa. Para vocês que falam espanhol, incluir o resumo do livro da Suma. Que felicidade!

Una saga épica sobre la vida de dos hermanas
en el Brasil de principios del siglo XX

En el Brasil colonial de los años 1930, dos hermanas huérfanas conviven con un trasfondo de inestabilidad política y desastres naturales. Emília y Luzia dos Santos, dos hermanas con una excelente destreza para la costura, sueñan con escapar de su pequeño pueblo, un anhelo que separa sus vidas…

Luzia sufre una deformidad desde que un accidente en la infancia la dejara lisiada y se convierte en una muchacha ruda y también poco casadera. Su única oportunidad de conseguir la independencia y la felicidad será casarse con el bandido que la secuestra, Antonio, el Halcón. En cambio Emília es delicada como una flor. Quiere una vida acomodada y refinada en la ciudad, por lo que contrae matrimonio con el hijo de un rico médico, a pesar de no estar enamorada de él.

Los caminos de las dos hermanas se vuelven a unir cuando la vida de una de ellas corre peligro, aunque ya no son las mismas que en el pasado: Emília se siente sola y desgraciada y Luzia se ha convertido en una forajida a la que apodan, la Costurera.

Frances de Pontes Peebles nos demuestra con su novela la importancia de los lazos familiares, inquebrantables incluso en la distancia y en la adversidad. Su cuidado estilo, su sensibilidad y su facilidad para contar grandes historias de sagas familiares, le han servido además para que numerosos medios la comparen con Gabriel García Márquez e Isabel Allende.

Sunday’s Poem / Poema de domingo

By pigwhisperer, January 3, 2010

“Girder” by Nan Cohen

The simplest of bridges, a promise
that you will go forward,

that you can come back.
So you cross over.

It says you can come back.
So you go forward.

But even if you come back
then you must go forward.

I am always either going back
or coming forward. There is always

something I have to carry,
something I leave behind.

I am a figure in a logic problem,
standing on one shore

with the things I cannot leave,
looking across at what I cannot have.

Antônio Gedeão, Poema de Domingo

Aos domingos as ruas estão desertas
e parecem mais largas.
Ausentaram-se os homens à procura
de outros novos cansaços que os descansem.
Seu livre arbítrio algremente os força
a fazerem o mesmo que fizeram
os outros que foram fazer o que eles fazem.
E assim as ruas ficaram mais largas,
o ar mais limpo, o sol mais descoberto.
Ficaram os bêbados com mais espaço para trocarem as pernas
e espetarem o ventre e alargarem os braços
no amplexo de amor que só eles conhecem.
O olhar aberto às largas perspectivas
difunde-se e trespassa
os sucessivos, transparentes planos.

Um cão vadio sem pressas e sem medos
fareja o contentor tombado no passeio.

É domingo.
E aos domingos as árvores crescem na cidade,
e os pássaros, julgando-se no campo, desfazem-se a cantar empoleirados nelas.
Tudo volta ao princípio.
E ao princípio o lixo do contentor cheira ao estrume das vacas
e o asfalto da rua corre sem sobressaltos por entre as pedras
levando consigo a imagem das flores amarelas do tojo,
enquanto o transeunte,
no deslumbramento do encontro inesperado,
eleva a mão e acena
para o passeio fronteiro onde não vai ninguém.

Monday’s Poem / Poema de segunda-feira

By pigwhisperer, December 14, 2009

Soneto de Fidelidade
de Vinícius de Morais

E tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meus pensamentos
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

Sonnet of Fidelity
by Vinícius de Morais

Above all, to my love I’ll be attentive
First and always, with care and so much
That even when facing the greatest enchantment
By love be more enchanted my thoughts.

I want to live it through in each vain moment
And in its honor I’ll spread my song
And laugh my laughter and cry my tears
When you are sad or when you are content.

And thus, when later comes looking for me
Who knows, the death, anxiety of the living,
Who knows, the loneliness, end of all lovers

I’ll be able to say to myself of the love (I had):
Be not immortal, since it is flame
But be infinite while it lasts.

Espaço Aberto Literatura na GloboNews: O Video

By pigwhisperer, December 11, 2009

10/12/2009
O video da entrevista na GloboNews, feito por jornalista Claufe Rodrigues.
(For all of my English-speaking friends out there: Here’s a video of an interview with Globo News–a Brazilian TV network–for their weekly program, Espaço Aberto Literatura.)
Aqui está o link. Just in case, here’s the link.

“A Costureira e o Cangaceiro” estreia na Globo News

By pigwhisperer, December 10, 2009

Espaço Aberto Literatura, um programa da Globo News, me entrevistou aqui na fazenda. O programa de 23 minutos estreia hoje!

Estreia: *Quinta-feira, 10/12, 21h30min

Reprises: *Sexta-feira 01h30min / *Sexta-feira 08h30min / *Sexta-feira 16h30min / Sábado 08h30min / Sábado 16h30min / Domingo 06h05min / Quarta-feira 05h05min

Lembrando que o programa fica disponível no site da Globo News após a primeira exibição. (Claro que vou tentar colocar o video no blog!)

Sunday Poem

By pigwhisperer, November 14, 2009

“Making a Living”
by Dana Wildsmith from One Good Hand: Poems

Out here where we make our living
on a farm we won’t let die,
work days last as long as I do

then while I sleep my shadow-work
goes on in dreams of you
juggling to set a roof beam, but

whichever end you aren’t gripping
slips, and no one to help you hold.

Some nights my mind’s dream-worker
can’t find food to feed us,
or there’s food but I can’t reach it.

Last night while we were both asleep
I searched for paying work,
but everyone said, “Go home and finish

your jobs that need doing there.” How?
Work done for love is never done.
Each evening I stow our tools
in the shed like hound pups
hot and spent. Time for them to rest

as I need rest. I wish I could believe
each day winds down to done,
each night brings perfect sleep,

but I’ve made the bed we lie in
with extra covers,
knowing nights can start hot, end cold,
and knowing work carried over to dreams
is one of the darker sides of our living.

Artigo sobre “A Costureira…” no 16/10/2009 Valor Econômico!

By pigwhisperer, October 18, 2009

Entre dois amores
Por Olga de Mello
Literatura: Escritora brasileiro-americana que cresceu nos EUA volta para o Brasil e lança a tradução, para o português, de seu primeiro romance.

A descrição da celebrada escritora dinamarquesa Isak Dinesen bem poderia ser assinada por Frances de Pontes Peebles. Há cinco meses administrando a fazenda de café de sua família, em Taquaritinga do Norte, no Planalto da Borborema, em Pernambuco, Frances não tem nenhuma pretensão de tornar-se uma Dinesen dos trópicos. “Espero que minha fazenda seja mais bem-sucedida do que a dela. Na literatura, minha ousadia não chega a tanto”, disse em entrevista por telefone ao Valor, na semana em que chegou às livrarias brasileiras a tradução de seu romance de estreia, “A Costureira e o Cangaceiro” (Nova Fronteira, 624 págs., R$ 69,90).

Isak Dinesen era o pseudônimo de Karen Blixen (1845-1992), que morou por 16 anos no Quênia, onde teve uma fazenda de café. Desistiu da empreitada em 1931 e voltou para a Dinamarca para dedicar-se à literatura. O autobiográfico “A Fazenda Africana” tornou-se seu livro mais conhecido, principalmente depois da versão cinematográfica de Sidney Pollack, com Meryl Streep no papel da escritora. Gostava de escrever em inglês e depois os textos eram vertidos para seu idioma nativo. Outro de seus contos a lhe render popularidade por adaptação para o cinema foi “A Festa de Babette”, de Gabriel Axel.

Além da dedicação ao café e à literatura, Frances, como a dinamarquesa, também escreve em inglês. Nascida no Recife há 30 anos e definindo-se como alguém com “um pé no Brasil e outro nos Estados Unidos”, a brasileira sente que sua fluência em português está restrita à fala – com um forte sotaque pernambucano. “Não tenho segurança para me aventurar em textos maiores que os de cartas ou e-mails”, explica Frances, que não interferiu na tradução de Maria Helena Rouanet para o romance. Na versão original fez questão de inserir termos em português.

“Não existe tradução para alpercatas, cangaço ou jagunço. Não são sandálias de couro, bandidos nem vaqueiros, têm outro significado. Então, pus notas explicativas e deixei tudo como se fala aqui, até porque pretendia reproduzir um pouco da musicalidade do palavreado polissilábico português”, conta Frances, que viveu no Brasil até os 5 anos, quando a família se mudou para os Estados Unidos para acompanhar o pai, David Peebles, engenheiro americano.

O contato estreito com a família materna, em Pernambuco, foi sua base para criar uma história genuinamente brasileira. Seguindo a saga de duas irmãs órfãs e costureiras, Frances mostra tanto o Brasil urbano, por meio da sociedade do Recife da época, que buscava acompanhar a modernidade europeia no período anterior à Segunda Guerra Mundial, e o agreste nordestino, onde o tempo resistia às novidades. Depois de formar-se em Letras pela Universidade do Texas, recebeu uma bolsa da Fundação Fulbright para pesquisar o cangaço e escrever um romance histórico totalmente fictício, em que o único personagem real é Getúlio Vargas. “Até os sobrenomes são inventados, pois não queria nenhuma associação com gente que viveu na região.”

O fascínio pelo universo do cangaço vem da infância. Em Taquaritinga ouvia boatos sobre vizinhos que teriam sido cangaceiros. “Eu tinha um medo danado de um tal de seu Vitorino, que teria sido do bando do temível Antonio Silvino. Hoje o cangaço é folclore e os cangaceiros têm aura de heróis, mas quem viveu aqueles tempos sentia pavor deles. Por mais que os cangaceiros fizessem frente ao poder dos coronéis, eles eram perigosos. As famílias escondiam as filhas, já que muitas meninas de 14 anos eram sequestradas pelos cangaceiros. E, mesmo que não sofressem violência alguma, eles ainda tinham que hospedar ou ceder as casas para os bandos”, contou Frances.

A pesquisa histórica à qual se dedicou durante quatro anos e meio incluiu entrevistas com moradores de Taquaritinga, que eram jovens na época do fim do cangaço: “Os relatos deles forneceram o tom de veracidade necessário ao romance. Eu queria criar os meus cangaceiros, que têm características de gente que existiu realmente, só que tudo bem misturado, de forma a ninguém ser reconhecido. As lembranças dessas pessoas me ajudaram a fazer a transposição para aquele mundo que acabou”.

Traçando um paralelo entre a trajetória das irmãs – uma que vive um casamento de conveniência no Recife, a outra, levada por cangaceiros, ganhando notoriedade por sua força dentro do bando -, Frances quis mostrar que as normas rígidas pautavam o comportamento de todos os grupos sociais. “Qualquer traição era punida com a morte. O adultério era proibido. Pouco se sabe do cotidiano das mulheres do cangaço, que entregavam os filhos recém-nascidos aos padres no sertão para que fossem criados por outras famílias. Era uma vida muito perigosa, arriscada, porém a angústia também existia para quem sofria o preconceito da sociedade rica no meio urbano, obrigada a cumprir rituais de luto, mesmo que não sentisse a dor da perda pela morte”, relatou.

A versão brasileira de “A Costureira e o Cangaceiro” exigiu um corte de quase cem páginas. Frances Peebles reconhece que o romance, atualmente com 600 páginas, ainda é bastante extenso. Mesmo assim, conquistou o público feminino. “Apesar do tema, o livro foi apontado como um dos favoritos pelas leitoras da revista ‘Elle’, o que me surpreendeu”, contou a escritora, que não revela o próximo tema a explorar literariamente. Por ora, a prioridade é a fazenda em Taquaritinga, onde pretende permanecer, no mínimo, por cinco anos – o prazo necessário para estabelecer a plantação de café orgânico.

Ela garante que não seguirá o exemplo de Isak Dinesen, narrando sua vivência na direção da fazenda: “Escrever não ficção é abrir sua intimidade, que nem sempre é tão interessante assim. Mexemos com máquinas, andamos o dia inteiro. Estamos ainda aprendendo a tocar o negócio”, explica Frances, que tem como companheiros na empreitada o marido, a irmã e o cunhado.

O trabalho incessante limita a vida social dos dois casais, que ocupam casas diferentes no mesmo terreno. Levantam-se pouco depois do nascer do sol e passam o dia coordenando as atividades dos 17 empregados, entre elas a coleta de mel de colmeias de abelhas e os cuidados com as criações de porcos e de cabras, que fornecem os fertilizantes naturais para o solo. Acabam de plantar quatro mil mudas de pau-brasil na região. Segundo Frances, não há nenhum arrependimento por haver trocado a sofisticada Chicago pela pacata Taquaritinga: “Aqui é minha casa, minha referência de infância, o lugar onde pretendo envelhecer. Queremos criar mais do que uma fonte de renda para a família, trazendo uma inspiração para o desenvolvimento sustentável da região. Tudo é novidade e aprendizado. A vida ficou mais simples, não há televisão na fazenda. Mesmo assim, não há como nos isolarmos do mundo. Temos internet”.

Entrevista no programa Estação Cultura na Rádio Mec

By pigwhisperer, September 29, 2009

Hoje foi entrevistada no programa Estação Cultura na Rádio MEC do Rio de Janeiro. Toda terça-feira Estação Cultura tem seu Café Literário, onde anuncia os lançamentos de livros da semana. Hoje a apresentadora do programa, Alessandra Eckstein, me perguntou sobre o meu livro, A Costureira e o Cangaceiro. A entrevista foi ótima! É uma pena que não oferecem podcasts da Estação Cultura, porque eu gostaria que vocês ouvissem a entrevista. Mas queria agradecer Alessandra e Estação Cultura pela atenção.

Today the program Estação Cultura (Cultural Station) on Rio de Janeiro’s Rádio MEC interviewed me about A Costureira e o Cangaceiro. Every Tuesday at 1:30 Estação Cultura hosts their “Literary Cafe” where they talk about new book releases in Brazil. Today the program’s host, Alessandra Eckstein, asked me questions about my novel and my time in Brazil. Unfortunately Rádio Mec doesn’t offer podcasts of Estação Cultura; I’d really like to share the interview with everyone who reads the blog. Many thanks to Alessandra and her team at Estação Cultura for their time and attention.

A Costureira e o Cangaceiro–Livro Lançado no Brasil!

By pigwhisperer, September 27, 2009

Oi gente!
Boas notícias! Meu livro foi lançando no Brasil pela editora Nova Fronteira. O nome do livro em português: A Costureira e o Cangaceiro

“Na pequena Taquaritinga do Norte, Emília e Luzia aprendem desde cedo o ofício da tia, a melhor costureira da região. Em meio a moldes, fazendas, linhas e agulhas, as moças vão tecendo caminhos inesperadamente opostos. Revisitando o Brasil do início do século XX, Frances de Pontes Peebles constrói um romance encantador em meio a transições e turbulências políticas.”

Compre o livro aqui ou em qualquer livraria como Cultura, Saraiva, Travessa, etc.

Now in English: Good news! My novel has been released in Brazil by Nova Fronteira publishers. In Portuguese, the book’s title is: A Costureira e o Cangaceiro

Country Mouse in the Big City

By pigwhisperer, August 5, 2009


I recently traveled to New York to attend my dear friend’s wedding, take part in the Bread Loaf Writers’ Conference, and to do a little book promotion. The paperback version of The Seamstress is officially in stores!

First, I was a invited to guest blog on the Reading Group Guides blog, which is a great organization of book clubs across the country. Check out my post.

Tomorrow, August 6th, I’ll be interviewed on the Book Club Girl radio show, part of the Authors on Air program. You can tune in through the internet by going to Blog Talk Radio at 2 PM EST tomorrow, and can download the interview at any point after that.

New York City is amazing, and a real change from farm life. It’s nice to spend time in such a fun, lively place. Tonight I had the pleasure of watching my friend Danny’s dance company perform their first series of “In the Studio” performances. Each Wednesday in August, the Daniel Gwirtzman Dance Company presents a range of choreography from their acclaimed Encore show, as well as several new dances. Before each dance, Danny and the troupe deconstruct their movements and explain to the audience what goes into the final piece. Tonight, we got to see fast-paced modern dance set to 1930′s swing, Micheal Jackson, and an Argentine ballad, among other pieces. There was also amazing partnering work, where the dancers used gravity and their own weight to create a kind of tug-of-war with their bodies. Afterward, there was a question and answer session. I’m not knowledgeable about dance, so the Q&A really helped me better understand modern dance and all of the hard work that goes into each step.

Poem

By pigwhisperer, August 3, 2009

“Prospective Immigrants Please Note”
by Adrienne Rich

Either you will
go through this door
or you will not go through.

If you go through
there is always the risk
of remembering your name.

Things look at you doubly
and you must look back
and let them happen.

If you do not go through
it is possible
to live worthily

to maintain your attitudes
to hold your position
to die bravely

but much will blind you,
much will evade you,
at what cost who knows?

The door itself
makes no promises.
It is only a door.

Check out my story on fiftytwostories.com

By pigwhisperer, July 27, 2009

Fiftytwostories, great website dedicated to the short story, has decided to feature one of mine: “The Drowned Woman.” The site features one previously published short story each week.

Please go to www.fiftytwostories.com to check it out.

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